Katarina Müller

O caminho mais curto é o que te move

(Ou, na versão similar — o idioma mais difícil é o que não nos atrai a estudar.)

A idéia de que o caminho mais curto é o que nos mantém em movimento pode ser aplicada a vários aspectos da vida. Não só à profissão, mas também à aprendizagem de uma língua.

Quer dizer, o idioma mais difícil é o que não nos atrai a estudar.

Por exemplo, aprender alemão não foi tão difícil para mim porque eu admirava a cultura germânica. Por isso, me interessava em aprender e entender como eles pensam e vivem a vida. E hoje em dia é o que sinto pelo idioma chinês (sou iniciante).

Caminho de terra com grama dos lados. Desenho feito artificialmente a lápis

Já o francês, até hoje ainda não consigo me sentar pra estudar, entendo bastante porque é parecido a outros idiomas que sei e vivi e convivi com franceses por anos. E nem assim se tornou fácil estudá-lo.

Pessoas com nível avançado cometiam erros básicos.

Não sei se você já aprendeu a falar outro idioma. Contudo, isso que vou comentar é algo que vi acontecer com várias pessoas.

De tal forma que falantes que estudaram década inteira um idioma sem sair do país, quando foram expostos à situação de falar cotidianamente, cometeram erros básicos.

Em virtude de que falar um idioma exige agilidade, destreza. Não se trata tanto de memorizar muita coisa, mas de conseguir ter o que dizer na ponta da língua na velocidade que flui uma conversa.

Com o tempo, por estilo, vamos ampliando o que e como dizer. Porém, se a cultura e as pessoas de onde se comunica naquele idioma em questão não parecem fascinantes para você, vai ser bem difícil que você pratique para obter a agilidade necessária.

De maneira semelhante, esta imagem se aplica para a profissão, afinal ser experto em algo depende de fazer algo várias vezes e de várias formas, em vários contextos e conjunturas.

Em outras palavras, é por isso que o caminho que te coloca em movimento vale mais do que o caminho mais próximo ao resultado final e que te gera bloqueios.

O caminho que te coloque em movimento vale mais do que
o caminho mais próximo ao resultado final que te gere bloqueios.
Caminho mais curto para onde?

Quando digo que o caminho mais curto é o que te põe em movimento não estou entrando no mérito de dizer que “o que importa é o processo e não o produto, o prazer e não a pressão, a paixão e não a obrigação”.

Pode até ser que tudo isso seja verdade. Porém o principal aqui é que isso serve inclusive para obter resultado.

Em todos os casos – mesmo que você prefira não desfrutar do caminho – chegará mais rápido ao que se propôs, se escolher uma maneira que te mantenha envolvido.

Só para exemplificar…

Eu me sinto mais confortável com a web 2.0 que com a 3.0.

Quer seja porque eu acho que ela permite uma maior profundidade de conteúdo e atenção por parte do leitor.

Quer seja porque me dá oportunidade para me expressar melhor, sem ter que dispor de regras gerais e definitivas, quase imperativas para conseguir alguma interação (seja uma reação boa ou ruim) com quem cruzar com a minha publicação no meio de tantas outras nas redes sociais.

Por outro lado, alguém poderia dizer que porque nasci no fim dos anos 80 e era mais nova quando tive contato com a web 2.0 e já era adulta quando vi a entrada da web 3.0, tenho um apego maior com aquela.

Entretanto, considerando que estou lidando bastante bem com a entrada da inteligência artificial como ferramenta facilitadora. O problema parece ser mais com a velocidade e opressão exercida pela web 3.0

Lápis no centro com vários retângulos como anotações

O que importa é que eu reconheço qual o caminho que me põe e me mantém em movimento.

Não vou entrar em detalhes agora de para onde vou.

Qual seu processo para escolher algo?

Escrever um blog me põe mais em movimento que um post em redes sociais, sobretudo porque eu posso expressar melhor as minhas ideias e opiniões, e receber um feedback mais qualificado.

É um processo mais longo e visto que envolve mais gastos para alcançar as pessoas que vão receber o que estou dizendo pode não ser a melhor opção para a maioria das pessoas.

Funciona melhor para mim. Eu me sinto mais satisfeita e realizada com o meu trabalho.

Em conclusão, estive tempo demais escutando aos outros dizendo que o caminho mais rápido são as redes sociais. Felizmente, eu percebi que elas não me traziam os resultados que eu esperava, nem a alegria que eu buscava.

Qual é o caminho mais curto para você? O que te move na vida? Como você escolhe o que fazer e como fazer?

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